Como um torneio de basquete favorece a Educação Superior americana?

Talvez você nunca tenha ouvido falar, mas existe uma febre nos Estados Unidos chamada March Madness.

Durante três semanas, os principais times de basquete universitário americano disputam o título da NCAA e alcançam audiências maiores que os playoffs da liga profissional, a NBA.

  • É como se um Campeonato de Juniores de futebol no Brasil fosse mais assistido que o Campeonato Brasileiro, salvo pela diferença monetária das duas competições.

Por que falar nisso? Educação. Há um ganho interessante para as universidades que participam do torneio, o que cria um mercado gigantesco em torno da competição. Direta ou indiretamente, isso favorece as Instituições de Ensino Superior por lá.

Vamos explicar… Com a audiência gerada em torno do evento, a NCAA faturou US$ 1,1 bilhão em 2019 — e deixou de ganhar, ao não realizar o March Madness em 2020, US$ 800 milhões.

Parte do valor faturado, que vem dos acordos com as redes de TV, é destinado às “regionais” de cada universidade, à medida que elas avançam na competição. Chegar até a semi-final, por exemplo, pode representar mais de 1 milhão de dólares. Bela motivação…

Por essas e outras, os colleges, a NCAA e até autoridades americanas fizeram de tudo para operacionalizar o torneio em 2021. O resultado? 68 times divididos em 6 arenas durante 21 dias na cidade de Indianápolis, com protocolo máximo anti-COVID.

A tradição é tão grande que extrapola as quadras. Neste ano, a estimativa de receita com apostas no torneio é de US$ 1,5 bilhão. Para ter uma ideia da grandeza desse evento, o Super Bowl movimentou $ 462,4 milhões em apostas nesse ano.

🏀 Uma bola fora… Apesar de tudo isso, a NCAA recebeu duras críticas no final de semana, depois do vídeo de uma atleta que mostrou a diferença das instalações de academia para os homens e mulheres. Veja o vídeo.

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