Navio encalha no Canal de Suez, situação do Brasil na pandemia e Taco Bell investindo em tecnologias

Navio encalha e interdita Canal de Suez

MUNDO
(Foto: Reuters | Reprodução)

Engarrafamento náutico. Ontem, um navio cargueiro de incríveis 400 metros de comprimento — um Empire State com turbinas — encalhou no Canal de Suez, no Egito.

Que Canal é esse? O Suez é uma das maiores e mais importantes rotas do mundo, pois conecta o Mar Vermelho com o Mar Mediterrâneo, ou seja, é por ele que passam os navios que vão da Ásia para a Europa, e vice-versa.

A autoridade que coordena o local afirmou que o meganavio perdeu a orientação por conta de uma tempestade de areia, que dificultou a visibilidade e causou ventos de até 74km/h.

  • Durante o dia, rebocadores tentaram tirá-lo do local, mas não é tão easy mexer em um gigante de 220 mil toneladas…

Ele ainda segue parado, impedindo a passagem de outros vários navios cargueiros. Não há nada oficial sobre quanto tempo a operação vai demorar, mas as expectativas são que ela ainda dure, pelo menos, até o final do dia.

Ele ainda segue parado, impedindo a passagem de outros vários navios cargueiros. A expectativa é que a situação volte ao normal hoje ou amanhã.

A importância do Canal em números: No ano passado, quase 19 mil navios passaram pelo local, carregando um total de 1,17 bilhão de toneladas, o que totaliza mais de 50 navios por dia.

Outro fator… A rota também é uma das principais rotas dos navios petroleiros, o que pode afetar o fornecimento de óleo, motivo pelo qual o petróleo teve uma alta imediata de 6% ontem.

Para se ter uma ideia, estima-se que mais de 10 milhões de barris estão presos no engarrafamento e a cada dia fechado, os impacto na logística de alimentos e produtos industrializados também aumenta.

O que mais é destaque pelo mundo?

300 mil mortes: para trás e para frente

BRASIL

Ontem chegamos à triste marca de 300 mil vidas perdidas para a COVID-19 no país. Mais que o número total, é preciso prestar atenção na velocidade em que a contagem cresceu nos últimos meses.

  • 17 de março: confirmação da primeira morte por COVID-19 no Brasil.
  • 149 dias depois… 100 mil mortes.
  • 152 dias depois… 200 mil mortes.
  • 76 dias depois… 300 mil mortes.

Traduzindo: as últimas 100 mil mortes foram atingidas em metade do tempo que as 100 mil anteriores. Não que você já não saiba, mas esse é o pior momento da pandemia (não nos obrigue a dizer “até agora”).

Nessa quarta, o Ministério da Saúde tentou mudar (mas depois voltou atrás) a forma como os óbitos são contabilizados, o que fez o total de mortes de ontem diminuir.

Olhando para frente

Ontem, Bolsonaro anunciou a criação de um comitê para combater a COVID-19 com o Congresso. O responsável por levar as demandas dos governadores aos legisladores será Rodrigo Pacheco, presidente do Senado.

O isolamento social — principal embate entre o Executivo Federal e os Estaduais — não foi mencionado pelo presidente. Bolsonaro também falou sobre a possibilidade do tratamento precoce, algo ainda muito questionado e criticado por especialistas.

E a vacina? O novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que a articulação entre União, estados e municípios vai ajudar a agilizar a vacinação. A meta é vacinar 1 milhão de pessoas por dia. Fingers crossed.

O que mais você precisa saber sobre o Brasil?

Já foi ao Taco Bell?

TECNOLOGIA
Taco Bell owner Yum Brands buys social media ordering platform Tictuk
(Imagem de Daniel Acker | Bloomberg | Getty Images)

Não se sinta pressionado, não faz a menor diferença ter ou não ter ido. O que importa é entender o que há por trás da notícia de que o Yum Brands — grupo dono do Taco Bell, KFC e Pizza Hut — comprou uma plataforma digital especializada em pedidos online.

Através da Tictuk, os clientes podem pedir comida pelo WhatsApp, Messenger, Telegram, SMS, QR CODE e até pelo e-mail, nosso favorito. O grupo de restaurantes já usa a plataforma em cerca de 900 estabelecimentos.

Por que é relevante? Essa é a segunda vez que o grupo compra um negócio ligado à tecnologia só no mês março. O Yum decidiu ir com tudo na nova realidade de pedidos online, claro, para tentar manter o faturamento durante a pandemia.

  • Há menos de um mês, o Yum comprou a Kvantum, que usa IA para dar insights do consumidor e analisar o desempenho de ações de marketing.

Para pensar: quando você pede delivery, o fast-food é tão fast assim se comparado com um restaurante normal? Parece não variar tanto quanto nos estabelecimentos físicos…

O que mais é destaque em tecnologia?

A Fantástica Fábrica de…

MARKETING
(Imagem: The Prop Gallery | Reprodução)

Vocês sabem quanto adoramos falar sobre bons cases de marketing por aqui e dessa vez, coincidentemente — coincidentemente mesmo, isso não é um anúncio — um de nossos parceiros comerciais foi o autor de uma boa estratégia, que chamou nossa atenção.

Do que se trata? Durante a última semana, a Bold Snacks, empresa especializada em barras de proteína, criou uma campanha que talvez você até tenha visto em seu Instagram.

A companhia enviou diversos kits para alguns influenciadores (nada de novo até aqui), mas sem informar nenhum deles, adicionou um sabor a mais nos “recebidos” com um desafio específico: os influenciadores deveriam descobrir qual era esse rótulo, já que a embalagem não identificava o sabor.

Como você pode imaginar, isso gerou um buzz imenso nas redes sociais entre os influenciadores, que fizeram suas apostas, e entre os clientes, que imploraram para ter acesso ao novo sabor.

É aqui que fica interessante… A empresa espalhou 500 bilhetes premiados por suas caixas e o sortudo ou sortuda, que comprasse e encontrasse um dos golden tickets, poderia experimentar o tão falado sabor novo, secreto e limitado.

O resultado? A empresa dobrou o número de pedidos no e-commerce e bateu seu recorde de vendas na história do mês de março. A estratégia faz parte do lançamento da nova fórmula do produto. Qualquer semelhança com Willy Wonka é mera coincidência. risos.

  • Independente do seu setor, criar um fator surpresa pode ser útil para chamar atenção de seus clientes e ativa a emoção, que é gatilho de compra.

Atrelar tudo isso ao marketing de influência pode ser ainda mais eficaz para criar um efeito viral entre os consumidores.

Faça mais dinheiro com o seu imóvel

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Vocês já conhecem a YUCA, a plataforma em que você paga por um espaço em um apartamento mobiliado e reformado nos melhores bairros de São Paulo, com todas as comodidades — aluguel, condomínio, água, luz, wifi e limpeza — em uma só conta. Hoje, vamos te apresentar a outra ponta desse modelo de negócio.

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A maioria deles aluga por conta própria ou com uma administradora qualquer. No final, tem que tratar diretamente com moradores — que muitas vezes não cuidam direito do apartamento — e lidar com as contas nos meses que o imóvel está vazio. A ideia da YUCA é transformar proprietários em investidores.

Basicamente, o dono do imóvel sempre sai ganhando. A YUCA moderniza o apartamento e passa a gerir 100% da operação, livrando o proprietário de todas as tarefas chatas e garantindo rendimentos todo mês.

Como? Ao invés de uma só família, o apartamento terá, por exemplo, quatro “locatários”, o que aumenta o valor do aluguel e diminui a vacânciaSem falar na renda mensal garantida e nas contas pagas, mesmo se o apartamento estiver vazio.

Os brasileiros adoram investir em imóveis para alugar, mas poucos sabem que podem ganhar bem mais dinheiro com isso. Conhece alguém com imóveis para indicar? Clique aqui e conheça melhor a proposta de gestão de imóveis da YUCA.

Go BIG or go home

ECONOMIA
A Big compra do Carrefour Brasil: R$ 7,5 bilhões pelo ex-Walmart | NeoFeed
(Imagem de NeoFeed | Jovem Pam)

Ontem foi dia de urso. O Ibovespa fechou em queda de 1,06%, aos 112.064 pontos, motivado por novos temores quanto à COVID-19. Apesar da baixa, uma ação subiu quase 13%.

O Carrefour, com certeza, você conhece. Agora a BIG, apesar de grande, talvez seja melhor te apresentarmos…

O grupo BIG é o antigo Walmart no Brasil. A companhia tem debaixo do braço marcas como Sam’s Club e Maxxi e está em 19 estados brasileiros. Só em 2020, o grupo registrou R$ 24,9 bilhões em vendas brutasÉ BIG em Caps Lock, mesmo.

O mercado enxergou na notícia a oportunidade de uma consolidação da liderança do Carrefour no Brasil, além da possibilidade de novos formatos de lojas. Com a compra, a rede de supermercados ganha 387 lojas — hoje eles têm 489 — e mais 41 mil funcionários. Sua participação no mercado, inclusive, passa de 13% para 19%.

O que mais é bom saber em economia?

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