Estamos caminhando para vacinação privada?

Só um dos primeiros episódios de uma grande polêmica. Ontem, um juiz do DF autorizou três entidades a importarem vacinas sem a necessidade de doação para o SUS.

O magistrado autorizou a compra de imunizantes pela agências de turismo do DF, sindicato dos delegados de polícia de SP e o sindicato dos servidores da assembleia de MG.

Explicando melhor… Por causa de uma lei aprovada no Congresso no final de fevereiro, instituições até podem comprar imunizantes, mas são obrigadas a doar 100% deles para o Governo até que os grupos prioritários estejam vacinados.

Você pode estar se perguntando por que uma decisão que só vale para três entidades é tão relevante… Talvez ela, por si só, não seja tão significante assim, mas seus desdobramentos são. A determinação do juiz abre margem para que outras instituições, incluindo empresas privadas, tentem conseguir a mesma autorização por meio da Justiça.

Por falar em flexibilização…

Nessa quinta, depois de um reunião com o ministro Paulo Guedes, Carlos Wizard e Luciano Hang anunciaram uma “doação condicionada” de 10 milhões de doses de vacinas.

Os empresários pediram a sensibilização dos congressistas e de autoridades para que haja uma flexibilização maior na atuação do setor privado na vacinação do povo.

Por outro lado, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, criticou a possibilidade de flexibilização, afirmando que não é ético e admissível pensar que alguém possa se vacinar fora do Plano Nacional de Imunização. Enquanto isso, esperamos…

Além de tudo isso, o que mais é destaque por aqui?

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