Acidente com Tesla deixa dois mortos e questão moral entra em jogo

O lado não tão bonito dos carros autônomos. Durante o final de semana, um acidente fatal envolvendo um carro da Tesla acendeu novamente o alerta para a segurança dos veículos do futuro.

Um Tesla Model S 2019 estava viajando por um município do Texas e perdeu o controle ao entrar em uma curva, batendo em uma árvore. Talvez você tenha estranhado a forma como relatamos, mas foi proposital.

O Tesla estava viajando, pois as autoridades afirmaram que não havia ninguém no banco do motorista, muito embora duas pessoas estivessem dentro do carro, que não resistiram ao incêndio provocado pela batida.

Respeitada a tragédia, vamos para a tecnologia. Esse é o primeiro acidente fatal em que não havia alguém no volante, dos mais de 20 acidentes relacionados ao piloto automático sob investigação nos Estados Unidos, envolvendo os carros da montadora.

Outro ponto que chamou atenção: A bateria. Foram necessárias quatro horas e 30.000 galões de água para que o incêndio fosse contido. As autoridades relataram que a bateria do carro continuou ligada mesmo após a colisão e, em um determinado momento, tiveram que ligar para a Tesla para perguntar como apagar o fogo.

  • A empresa, que ainda não se manifestou, não indica que o modo de piloto automático seja usado sem alguém no banco do motorista, como ocorreu no acidente.

O dilema das fatalidades…

Acidentes fatais como esse reforçam uma das maiores questões em torno dos carros autônomos, que não é tecnológica, mas filosófica.

Quão seguro é seguro o suficiente até que possamos confiar assim nos veículos autônomos? Até que ponto simplesmente diminuir a taxa de fatalidade de acidentes carros pilotados por seres humanos é suficiente?

Hoje, nos EUA, há aproximadamente uma morte para cada 100 milhões de quilômetros percorridos quando humanos estão no voltanteO certo seria ser 10% ou 90% mais seguro que isso? Essa é o grande desafio dos próximos anos.

O fato é que os EV’s não são mais apenas uma tendência… Cada vez mais, montadoras tradicionais apostam suas fichas na solução. Na semana passada, a Ferrari antecipou seu veículo movido a energia elétrica para 2025, diante do crescimento do setor, que já é avaliado em cerca de US$ 54 bilhões — e deve crescer 10 vezes nos próximos sete anos.

P.S. São mais de 100 anos de experiência, estudos, tentativas e erros com veículos movidos a gasolina. Podemos concordar que ainda temos um tempo para analisar e adaptar os veículos elétricos modernos. Aqui está um vídeo de um Tesla viajando de São Franciso para Los Angeles sem intervenção.

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