Qual é a população do Brasil?

Se você já fez essa pesquisa no Google, é provável que tenha encontrado um resultado baseado no Censo demográfico. Ele é o responsável por realizar pesquisas e levantar dados sobre a população de um país, informando quantas são e como vivem as pessoas em um determinado local.

Por que estamos falando sobre isso? Porque, ontem, o STF — sim, parece que eles estão em todo lugar — determinou que o Governo Federal adote as medidas necessárias para realização da pesquisa, que é feita pelo IBGE.

A última contagem da população foi realizada no Censo Demográfico de 2010 — ele acontece de 10 em 10 anos — e foi adiada no ano passado. Antes de culpar alguém, é bom que você entenda a razão de causa e consequência.

Com o coronavírus, vários gastos e despesas foram modificadas, sendo realocadas de uma área para outra. O capital disponível para a realização do Censo foi um dos que passou por esses ajustes, e de R$ 2 bilhões que eram previstos para o IBGE — órgão executor da pesquisa — sobraram apenas R$ 53 milhões.

  • Na semana passada, o Ministério da Economia informou que o Censo não será realizado por falta de orçamento — é só se lembrar das matérias sobre a aprovação do Orçamento de 2021.

Mas afinal, qual a relevância disso? O Censo é a principal fonte de dados disponível sobre a população brasileira. Por meio dele, por exemplo, são estimados os repasses financeiros da esfera federal para os municípios. Ele diz quem são, onde estão e como as pessoas estão vivendo, e é bem provável que os dados tenham mudado bastante de 10 anos pra cá.

Os dois lados da moeda…

Há quem defenda que as informações que seriam coletadas pelo Censo são ainda mais necessárias diante da pandemia, que aumentou a demanda por políticas públicas — influenciadas pelos dados.

Por outro lado, há quem alegue o risco sanitário de contaminação por algo que é essencialmente realizado fisicamente, e que existem outros meios de coletar dados e informações demográficas.

O que mais é relevante no Brasil? 🇧🇷

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