Seria o futuro dos influenciadores?

Chamar de futuro talvez seja forçar a barra. Há uma tendência interessante no mercado de influência, que pode ser representada por algo que aconteceu com uma atriz brasileira.

Paolla Oliveira — protagonista em novelas globais — que possui mais de 30 milhões de seguidores em seu Instagram, se tornou sócia de uma rede de clínicas de beleza em troca de publiposts.

What? É isso que acabou de ler. A celebridade vai trocar a exposição da marca para sua audiência por um percentual de um negócio. Um conceito chamado “media for equity”.

A lógica: Ao invés de gastar milhões de reais em campanhas de marketing com influenciadores, uma empresa traz alguém com muito reconhecimento, capaz de alavancar a marca, atrair clientes e, com isso, retribui o alcance com parte societária no negócio.

É ganha-ganha? Pode ser. Se a relevância do agregador de audiência continua crescendo ao longo do tempo, a marca ganha força. Senão, pode deixar de ser útil em pouco tempo, com a saturação da audiência.

De volta ao deal… A entrada de Paolla na Lilly Estética fez parte de uma rodada de R$ 35 milhões para acelerar a abertura de lojas e fortalecer as assinaturas da rede, como a de Botox e Depilação a Laser.

Aliás, no modelo mídia por participação, esse é um outro ponto importante: fit. É importante que exista sinergia entre o influenciador, ou celebridade, com o público e o produto da empresa.

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