Manifestações em todo o país e tom elevado no discurso

Um feriado político e um país dividido. O dia 07/09/2021 vai ficar marcado pelas manifestações populares. Milhares de pessoas saíram às ruas na terça-feira, incluindo o presidente, Bolsonaro, que discursou duas vezes.

Manifestações favoráveis ao governo se espalharam por todas as capitais, especialmente em Brasília e São Paulo, e em +160 cidades. Uma das maiores da história do país. Clique para ver vídeos.

Os atos foram pacíficos e não houve registros de violência significante durante as manifestações, tampouco embate entre os grupos.

O discurso, no entanto, não foi tão pacífico assim…

Bolsonaro subiu o tom contra o STF e atacou diretamente Alexandre de Moraes: “Sai, Alexandre de Moraes. Deixa de ser canalha. Deixa de oprimir o povo brasileiro, deixa de censurar o seu povo”.

O respectivo ministro do STF é um dos pivôs dos inquéritos das “Milícias Digitais” contra perfis conservadores — julgados pela Suprema Corte como anti-democráticos — e prisões polêmicas nos últimos meses, como a de Roberto Jefferson e Daniel Silveira.

Ao som do povo de “eu autorizo”, Bolsonaro ainda disse, em alto e bom tom, que não cumprirá qualquer decisão de Alexandre de Moraes e que o STF está agindo fora dos limites da ConstituiçãoVeja na íntegra.

O voto auditável voltou à tona, assim como as 3 alternativas

Outro aspecto levantado durante a fala de Bolsonaro foi o processo eleitoral. Segundo ele, a alma da democracia é o voto e não se pode admitir um sistema eleitoral que não ofereça qualquer segurança.

O presidente voltou a dizer que só existem 3 possíveis caminhos para ele: a prisão, a morte ou a vitória.

O impacto de tudo isso — além dos livros de História…

A pouco mais de um ano para as eleições, as manifestações reforçam um país extremamente dividido e deixam evidente o “Cabo de Guerra” da Presidência e do STF, que já debate inelegibilidade de Bolsonaro em 2022. Fux fará um pronunciamento hoje.

  • A esperança é que, agora, o Legislativo — Senado e Câmara — amenize os conflitos nas próximas semanas, sob comando de Rodrigo Pacheco e Arthur Lira.

Hoje e nos próximos dias, é bem provável que a classe política continue se manifestando e a repercussão dos atos prossiga no país todo.

Por falar nisso: João Doria já tomou partido e, pela primeira vez, no fim do dia de ontem, defendeu o impeachment do presidente, pedindo que o PSDB se posicione como oposição.

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