Guedes é interrogado sobre offshores

Pandora Papers. No mês passado, uma série de bilionários, envolvendo alguns políticos e nosso ministro da Economia, Paulo Guedes, tiveram nomes divulgados como detentores de empresas offshores — ou seja, abertas em territórios com menor tributação.

  • Quando as informações foram divulgadas, houve um reboliço na mídia, especialmente no sentido de enfatizar que elas são muito utilizadas para realização de manobras fiscais — de fato, são, mas também são legais.

Ok, mas e aí? Paulo Guedes foi “convidado” por uma Comissão parlamentar a prestar esclarecimentos sobre o tema diante de deputados, que tiveram o direito de interrogá-lo livremente sobre o tema ontem.

Como foi?

Depois de uma série de perguntas, Guedes abriu seu discurso dizendo que o assunto é irrelevante no atual momento econômico do país, fazendo questão de classificar suas movimentações financeiras como “absolutamente legais”.

Nas palavras de PG: “A offshore é como uma faca, você pode usar para matar alguém ou pode usar para cortar uma laranja”. Boa analogia? risos.

Questionado sobre o motivo das offshores, o ministro respondeu que foi aconselhado a fazer isso por questões sucessórias. Guedes utilizou o imposto sobre herança americano, de 46%, como motivação para abertura de sua offshore.

Sobre isso, o economista acrescentou que não enviou remessas ao Brasil durante seu período no governo e que declara anualmente os valores à Receita Federal, e para a Comissão de Ética da Presidência da República.

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