Restrições contra Ômicron aumentam e africanos reagem

Block Africa. Esse está sendo o padrão da maioria dos países do mundo com o surgimento da variante Ômicron. Mais de 40 países já implementaram restrições a passageiros que passaram pelo sul da África.

A população do continente não gostou, e o presidente do Malauí, no leste africano, engrossou o tom e disse que são baseadas na afrofobia, e não na ciência. A OMS, por sua vez, disse que a África não pode ser punida por ter descoberto a variante.

Expandindo um pouco o foco…

Há alguns meses, a União Europeia se reunia para falar sobre a desigualdade das vacinas e, na época, a dúvida do Ocidente girava em torno de acelerar a vacinação pelo mundo ou aplicar doses de reforço internamente.

  • Naquele momento, especialistas já alertavam sobre o risco de possíveis mutações do vírus em regiões com baixa taxa de vacinação, como a África.

Pouco tempo depois… A Ômicron foi detectada pela primeira vez em Botswana, que tem apenas 20% de sua população de 2 milhões de habitantes completamente vacinada. É como diz aquele ditado do WhatsApp: the life snakes.

Se analisarmos o continente como um todo, o cenário é ainda pior…

Cerca de 10% dos africanos receberam uma dose da vacina, em comparação com 64% na América do Norte e 62% na Europa.

Ontem, a China disse que entregará mais 1 bilhão de doses de vacinas à África — 60% serão doadas — e incentivará as empresas chinesas a investirem nada menos que US$ 10 bilhões no continente nos próximos três anos.

O que mais é importante analisar? Além do prejuízo na economia local, a prática de “cancelar” países tem um efeito secundário no longo prazo: desencorajar outras nações a compartilharem novas descobertas importantes para a saúde pública global.

 

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