Um mundo menos norte-americano?

Isso é o que uma estatística sobre os assinantes de Netflix quer provar. Estima-se que 50% do tempo gasto pelos europeus assistindo a Netflix e Amazon Prime se torne “não-inglês” até 2030.

Como assim? Atualmente, 22% dos filmes e séries assistidos nos dois serviços de streaming que lideram o mercado já não possuem a língua inglesa como a principal — veja o caso de Squid Games e Lupin.

  • Há dois anos, a quantidade de tempo em programas de língua não-inglesa era duas vezes menor, girando na casa dos 10%, o que mostra um avanço rápido.

A razão disso é curiosa… Com a concorrência no mercado de origem, os EUA, os streamings viram o crescimento de assinantes norte-americanos diminuir e a estratégia de aquisição de público se virou para o mercado internacional.

Não é à toa que a Netflix planeja gastar metade da verba de produção de conteúdo original — de US$ 17 bilhões — fora dos Estados Unidos, e que a Amazon Prime tenha dobrado a exibição de programas não-ingleses desde 2019.

O mais legal de tudo isso?

A parte cultural da coisa. Por serem plataformas globais, ao investirem em conteúdos e produções locais possívelmente virais, a cultura, os costumes e as tradições de países que você não conhecia começam a se tornar mais difundidos.

Exemplo rápido: O interesse pela língua coreana aumentou em 76% no Reino Unido e 40% nos Estados Unidos durante as duas semanas após a estreia de Squid Games.

Zoom out: Outro aspecto positivo da produção local é o incentivo ao setor no próprio país e maior possibilidade para grandes atores e atrizes. É o caso da Camila Queiroz por aqui, que deixou a Globo, mas já tem uma série própria na Netflix.

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