É muito cedo pra dizer que acabou?

OMS acha que sim, espanhóis dizem que não. Há um ano, a Espanha registrava uma média de 115 mil casos de COVID-19 por semana, com a taxa de ocupação de leitos de hospitais em 13,8%. Nos últimos 7 dias, o país viu uma onda de +690 mil novos casos, mas manteve o mesmo nível de uso de leitos anterior (13,4%).

Um bom sinal, que fez o líder da nação repensar sua estratégia… Agora, a Espanha parece ser o primeiro país europeu a adotar uma estratégia diversa da “COVID-Zero”, que prevaleceu nos últimos tempos entre as principais economias.

Se antes a ideia era erradicar o vírus por completo, levando o número de casos a zero, a nova premissa espanhola parte do pressuposto de conviver com a doença e seus picos, como o mundo já faz com uma gripe comum. Sai pandemia, entra endemia…

“É um caminho distante” — diz a OMS 👨🏽‍⚕️👩🏻‍⚕️

A Organização Mundial da Saúde, tão logo que ouviu o relato do primeiro-ministro espanhol, já foi alertando que não é bem assim. Para a OMS, ainda faltam dados e estudos para provar que a pandemia seja tratada como gripe.

  • Aos olhos da Organização, a Ômicron ainda é uma ameaça grande para idosos, imunossuprimidos e não vacinados. Aprofunde.

diretor da OMS na Europa ainda disse que o alerta deve ser ligado, já que no atual ritmo, metade da população europeia será infectada pela Ômicron nas próximas 6 semanas. Que dilema, hein…

Mas qual é a situação atual? 🤔

Alta nos casos e estabilização das mortes. Enquanto o mundo bate recorde de infecções, atingindo o incrível pico de 3 milhões de casos em um único dia, o pico diário de mortes não aumenta.

Cedo ou tarde para tratar como coronagripe, os dados mundiais parecem realmente confirmar a tendência de letalidade mais baixa pela nova variante, assim como na Espanha.

O único risco? O número de infecções subir com tamanha força que “compense” a menor letalidade, levando a um número absoluto de mortes tão grande quanto antes.

Curiosidades sobre a Espanha 🇪🇸 🦠

PS: Com a taxa de vacinação bem favorável, resta saber se os espanhóis realmente terão culhão para bater de frente com a OMS depois de fazerem o “dever de casa” — vacinar — ou se irão esperar algum posicionamento da União Europeia.

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