O gesto da arminha surtiu efeito

Armamento. Desde que Bolsonaro foi eleito, a indústria armamentista riu à toa. Nos três anos de governo do presidente, os números de importação, registros e porte de armas de fogo quebraram recordes ano a ano.

O motivo? O mercado encontrou no atual governo um cenário mais favorável. Depois de levantar a bandeira do armamento na campanha, o presidente realmente se mostrou a favor das munições, facilitando o acesso legal de armas à população.

Desde que Jair tomou posse… 🔫

Mais de 30 decretos e atos normativos a favor das armas foram publicados, que, na prática, podem ser resumidos em:

  • Flexibilização da posse;
  • Maiores limites para compras;
  • Diminuição de impostos;
  • Possibilidade de produzir munição caseira;

“Mas a violência diminuiu ou aumentou, dênius?”

Essa talvez seja a pergunta mais comum quando alguém toca nesse assunto. Antes de mais nada, é importante dizer que é impossível afirmar que exista uma causalidade direta e única entre esses dois fatores — estatísticos sabem do que estamos falando.

Causalidade ≠ Correlação

Muito embora o número de homicídios tenha realmente diminuído desde 2018, se considerarmos a evolução (acumulado) desses últimos anos, atestar que a mudança nesse número foi causada pelo aumento das armas é irresponsável. O que muitos defensores afirmam, no entanto, é que há uma correlação.

Resumindo… Há mais armas em circulação e o número de homicídios dolosos por ano caiu no acumulado do período, mas isso envolve outros fatores e não só o armamento da população nos últimos anos.

O que realmente podemos afirmar? Sem medo de errar, que ações da maior fabricante de armas leves da América Latina, a brasileira Taurus, subiram 312% do 1º dia de governo até 30 de dezembro de 2021.

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