A pandemia e o atraso na alfabetização

Efeitos do EAD. Escancarando os efeitos da pandemia no ensino brasileiro, o número de crianças de 6 a 7 anos que não sabem ler e escrever no Brasil cresceu mais de 66% de 2019 para 2021.

No total, 2,4 milhões de crianças brasileiras não estão alfabetizadas nessa faixa etária, o que corresponde a mais de 40% do total.

Esses números, inclusive, pioram entre as crianças negras e pobres:

  • Enquanto, entre as crianças brancas, 35% não estão plenamente alfabetizadas, no caso das crianças negras, o número sobe para quase 48%.
  • Comparando os domicílios ricos aos mais pobres, a diferença também é gritante: 16,6% contra 51%.

Os motivos? 📚

O ensino remoto trouxe grandes dificuldades. Colégios com menos recursos tiveram ainda mais desafios para se adaptar, e o acesso de muitas famílias à internet e aos equipamentos eletrônicos, essenciais no formato, era limitado.

  • Somou-se a isso a baixa disponibilidade de muitos pais para estarem com seus filhos pequenos em casa, apoiando o ensino, por terem que ir trabalhar.

Olhando para o futuro: O consenso é de que os impactos dos dois últimos anos são graves e não devem ser facilmente superados. Sem medidas para diminuir esses efeitos, eles podem perdurar por toda a jornada educacional — e até profissional.

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