Pãonomics: o bizness por trás dos… pães? 🥖

Quem não gosta de um pãozinho? Dietas à parte, estamos falando de um dos alimentos mais consumidos pelo povo brasileiro, presente diariamente na mesa do café da manhã de milhões de pessoas.

Bom, provavelmente você não se surpreendeu com isso — já era de se esperar que o pão é muito amado e consumido no nosso país. O que pode te surpreender é o enorme volume financeiro movimentado pelo setor da panificação. Veja:

Mais de 100 bilhões de reais 💸

A lot of money. Para efeito de comparação, o faturamento do setor de supermercados foi de cerca de R$ 550 bilhões em 2020, enquanto o de panificação movimentou em torno de 90 bilhões de reais.

Embora o valor seja menor, é nos mercados que as pessoas fazem a maior parte de suas compras — desde alimentos, até produtos de higiene e limpeza. Assim, mesmo faturando 6x menos que os supermercados, o setor de panificação — que tem bem menos produtos — é muito expressivo.

É só pão? 🥧

Não. Embora os pães, sozinhos, sejam os principais representantes do setor, outros alimentos como tortas, bolos e demais produtos de confeitaria também compõem a categoria.

Por mais que o pão seja um alimento relativamente barato — pensando em suas versões mais comuns e populares —, é o grande volume de vendas desses produtos que faz com que o segmento movimente tantos bilhões.

Quão grande é esse volume? 🎲

Aqui vão alguns dados interesantes que te farão entender melhor:

  • 76% dos brasileiros comem pão no café da manhã;
  • Existem mais de 70 mil padarias no Brasil (supermercados são cerca de 90 mil);
  • Cerca de 2,5 milhões de pessoas trabalham no setor (920 mil empregos indiretos e 1,6 milhão de profissionais indiretos);
  • Estima-se que 41 milhões de brasileiros entrem em padarias todos os dias para comprar pão.
  • Considerando que o PIB brasileiro de 2021 foi de US$ 8,7 trilhões, o setor de panificação representa mais de 1% do nosso produto interno bruto.

É, realmente nós amamos um bom pãozinho. risos.

O impacto da “pãodemia” 🦠

O gráfico mostra bem que, no primeiro ano de COVID-19, o setor sofreu bastante com os impactos das restrições e com as pessoas decidindo fazer pães em casa, tendo até reduzido seu faturamento em 2020 — algo inédito quando olhamos para os anos anteriores.

Já em 2021, comparando com o ano anterior, o crescimento foi de 15%. Através de inovação, integração e conexão com as novas tendências e tecnologias, o cenário negativo foi revertido.

Inovação e tecnologia na panificação? 🍞

É isso mesmo que você leu. Ou acha que somente startups se importam com isso? risos. Veja algumas das principais tendências da panificação, cuja qualidade e sofisticação vêm aumentando cada vez mais:

  • O consumidor quer ir além do pão francês. Pães como brioche, pão australiano, pães com grãos e fermentação natural são alguns segmentos que estão crescendo;
  • Aumento da preocupação com saúde. Pães fermentados naturalmente são livres de glúten, sem lactose e com baixo teor de açúcares, sódio e gordura, o que faz com que sua demanda tenha aumentado, ainda mais pela pandemia.
  • Busca por alimentos funcionais e clean label. Ainda por conta da saúde, os consumidores estão buscando alimentos funcionais, isto é, que possuem ingredientes benéficos à saúde e ao funcionamento do nosso organismo (desde pães, até mesmo doces) e com rótulos limpos — ou seja, com poucos ingredientes.
  • Procura por alimentos de origem vegetal. A demanda de alimentos de origem vegetal — não necessariamente veganos ou vegetarianos — está aumentando.

Observação: Embora essas tendências sejam do mercado de panificação, muitas delas, principalmente as voltadas ao aumento da saúde e qualidade de vida, podem ser úteis para qualquer empresa do ramo alimentício. Se você atua no meio, não deixe de estar por dentro disso!

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