Tá chovendo emprego nos EUA

Se organizar direitinho, todo mundo sai empregado. Foram divulgados, ontem, alguns dados de emprego do mês de fevereiro nos EUA e um número impressionou: havia 1,8 vaga de trabalho para cada pessoa desempregada.

Fazendo os cálculos… Em fevereiro, eram 11,3 milhões de vagas, contra 6,27 milhões de desempregados = 5 milhões de vagas a mais do que pessoas sem ocupação.

O que está acontecendo? 

Não é algo novo. Muitas empresas pediram demissão durante a pandemia, mas, com a retomada, precisaram contratar. Acontece que muitos trabalhadores se reinventaram e não quiseram mais voltar para suas antigas funções. 

  • Com isso, a situação ficou mais favorável para os empregados: se a grama da vaga do vizinho está mais verde — ou com um vale-refeição maior —, por que não pedir demissão e adicionar mais uma experiência no LinkedIn? 

Os impactos chegam até à inflação: Se está difícil contratar, é natural que as empresas ofereçam mais pelo serviço prestado. Como você já deve imaginar, a mão de obra mais cara pesa nos preços dos produtos, e aí, você já sabe…

O que fazer? Para se ter uma ideia, o presidente do Banco Central americano quer reduzir o número de empregos disponíveis — nós sabemos, é estranho ler isso — como uma das formas de frear os aumentos salariais e a inflação.

Lembrando… Em 2021, os salários nos EUA aumentaram em 4,5%, o ritmo mais rápido em pelo menos 20 anos. A inflação por lá, enquanto isso, saltou 7,9% em fevereiro na comparação atual, a maior alta em quatro décadas.

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