Como diria Shakira: “This Time for Africa” 🌍

Nas últimas décadas, a China subiu como um foguete no ranking das principais economias do mundo. Esse crescimento pode gerar a seguinte pergunta: Quem será o próximo? Acredite você ou não, um dos principais candidatos não é um país, mas o continente africano.

Com uma população de 1,4 bilhão de pessoas — praticamente do mesmo tamanho que a da China — e um baixo desenvolvimento econômico, há muito espaço para crescimento em meio a um vasto mercado consumidor.

E a população africana só cresce… 📈

Até 2025, a população mundial deve ultrapassar as 8 bilhões de pessoas. E a maior parte desse crescimento será na África — os países desenvolvidos já desaceleram no crescimento demográfico.

Das 20 cidades que mais crescem no mundo, 17 estão localizadas no continenteVeja o top 10 no gráfico:

Nigéria, muito presente na lista, tem uma das economias mais fortes da África, muito por conta de seu petróleo.

  • Por conta da sua alta taxa de natalidade, o país tem uma força de trabalho extensa, jovem e crescente. Além disso, o mercado consumidor também se torna maior, o que é positivo para as empresas.

Os problemas de crescer rápido 🧑‍🤝‍🧑

Assim como a Nigéria, muitos outros países do continente vivenciarão esse crescimento acelerado. Embora isso traga benefícios, também pode ter algumas consequências desfavoráveis.

O aumento da população, em algumas nações, pode gerar problemas relacionados à urbanização em massa, como poluição, superlotação e altos custos de vida. Só o futuro nos dirá se os pontos positivos se sobressairão aos negativos.

Mas o cenário é de otimismo 👍

Pelo menos na visão das empresas, incluindo algumas das maiores do mundo, que querem surfar nessa onda de crescimento e aproveitar o potencial econômico africano.

Quer um exemplo? A Google, recentemente, anunciou que vai inaugurar seu primeiro centro de desenvolvimento de produtos na cidade de Nairóbi, capital do Quênia — sua primeira instalação na África voltada para a construção de novos produtos e serviços.

As empresas estão enxergando o potencial do mercado africano 💸

Além do Google, outras companhias, como a Microsoft e a Visatambém abriram há pouco tempo escritórios na capital queniana, por conta das demandas em tecnologia da população e empresas locais.

O continente está vivendo uma transformação digital e os grandes players não querem ficar de fora. Estima-se que, até 2030, a África terá 800 milhões de usuários de internet e um terço da população mundial com menos de 35 anos.

Sabe quem mais está de olho na África? 🇨🇳

A China. Isso fica claro por seus investimentos pesados em projetos de infraestrutura no continente, como construção de portos e uma disputa sobre redes 5G.

A tarefa não será nada fácil, ainda mais quando analisamos o quão grande é a influência que o país já exerce sobre o continente africano. Veja como os chineses estão avançando rapidamente:

Em 2000, a China era a principal fonte de importações de apenas alguns países africanos: Sudão, Gâmbia, Benin e Djibuti. Mas, 20 anos depois, o gigante asiático é o principal fornecedor de mercadorias de mais de 30 países do continente.

De lá pra cá, o valor das exportações chinesas para países africanos cresceu em mais de 20 vezes, saltando de US$ 5 bilhões para US$ 110 bilhões movimentados em 2019, último ano antes da pandemia.

Também vale destacar que as exportações do continente africano para a China também aumentaram, totalizando US$ 80 bilhões anuais, com destaque para as commodities, que representam pouco mais de 20% desse valor.

Ainda não se convenceu do potencial africano?

Embora cerca de 30% da população do continente ainda viva em pobreza extrema, as projeções são de que esse número caia para menos de 2% nas próximas 3 ou 4 décadas.

Ainda espera-se que as condições sociais e de saúde também subam, bem como a expectativa de vida e a educação. Será que todas essas projeções vão se concretizar?

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