Quem não gosta de viajar? ✈️

Fila do check-in, fila do raio-x, fila do embarque, fila do café, fila da imigração… É fila que não acaba mais. Mas, no fim das contas, vale a pena. Afinal, você está indo viajar, e essa sequência de filas costuma ser sucedida por dias incríveis que ficam na sua memória para sempre.

Pense em alguma viagem marcante que você já fez ou que sonha em fazer. Pensou só na parte boa e na curtição, né? Só que, para que ela seja possível, diversas pessoas e empresas estão por trás, cuidando da parte chata pra fazer acontecer.

Mas, dêbiz, por que você está falando isso? 🦄

Porque hoje é 31 de maio, o Dia do Aeroporto (e do Comissário de Bordo). Por isso, hoje vamos falar sobre algo que você pode até ter uma noção, mas vai sair daqui quase especialista: o bizness por trás dos aeroportos.

Atualmente, os aeroportos são bem completos. Restaurantes, hotéis, lojas e milhares de pessoas trabalhando neles fazem com que esses ambientes sejam quase como “pequenas cidades”. Sem contar as centenas de milhões de passageiros que passam anualmente nos aeroportos. Veja no gráfico:

É muita gente, hein? 👫

Como em qualquer lugar que muitas pessoas frequentam, surge uma série de oportunidades de monetização para aproveitar esse grande fluxo de consumidores. Ainda mais quando falamos de aeroportos, visto que boa parte desse público possui um poder aquisitivo elevado.

Mas você já se perguntou como os aeroportos ganham dinheiro? 💸

Um aeroporto gasta, em média, cerca de US$ 13,55 por pessoavalor que varia de acordo com seu tamanho e localização. Com isso, para que seja lucrativo, precisa ter uma receita por passageiro superior a esse valor.

  • Como a maior parte dos aeroportos são de propriedade estatal, existem vários ao redor do mundo cuja principal preocupação não é lucrar. No entanto, existem muitos — principalmente os de propriedade privada — cujo lucro é a prioridade.

Para isso, recorrem a diferentes fontes de receita para maximizarem ao máximo o sucesso financeiro da operação,que podem ser divididas principalmente em dois tipos: Fontes comerciais aeronáuticas e não-aeronáuticas.

Veja abaixo:

🛫 Um pouco mais da metade da receita dos aeroportos vem de meios aeronáuticos, através das companhias aéreas e seus passageiros. Mais especificamente, consistem em taxas de terminal e desembarque, pagas pelas cias aéreas ao aeroporto, cujo valor costuma ser embutido no preço das passagens.

🛍 O restante da receita vem de atividades não-aeronáuticas (e não-operacionais), como o valor arrecadado nos estacionamentos, aluguel de lojas e restaurantes — e muitas vezes um percentual de suas vendas —, além de outros pagamentos vindos de hotéis, lounges, locadoras de carros, publicidade etc.

high-angle view of city
(Foto: Tomas Williams | Unsplash)

Agora, o segredo dos aeroportos que ninguém te contou… 🤫

Muito de como é a logística e organização interna dos aeroportos tem como o objetivo fazer com que as pessoas que passam por ele gastem o máximo de dinheiro possível.

Ou você acha que os free shops que ficam entre o local de desembarque e a saída do aeroporto estão ali por acaso?Nada disso. É tudo pensado para te obrigar a passar por aqueles produtos todos e, quem sabe, comprar o perfume que você queria ou um chocolate para aquela pessoa que você esqueceu de comprar presente. risos.

Quer mais exemplos? 🤑

Espaços abertos, músicas agradáveis, cadeiras de massagem, spas e ambientes desenhados para manter as pessoas relaxadas e mais à vontade. Tudo isso é pensado para te fazer gastar mais.

Essas são só algumas das estratégias usadas pelos aeroportos para aumentar o consumo dos passageiros, que contribuem para que o mercado global de varejo de aeroporto tenha sido avaliado em quase US$ 30 bilhões em 2019— com previsão de alcançar os US$ 40 bilhões nos próximos 5 anos. Vai muito além da água de 10 reais. risos.

Observação: Por conta do grande impacto causado pela pandemia no fluxo de passageiros nos aeroportos, usamos dados de 2019 no gráfico. Se quiser saber quantas pessoas passaram em cada um desses aeroportos em 2020 e 2021, veja a primeira tabela daqui.

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