Chegou pra mudar o streaming, mas já se foi

Nem só de sucesso vivem os cases do mercado. Na verdade, a grande maioria dos negócios não vingam. Mas alguns desses prometem tanto, que viram case de fracasso.

Em 2020, a Quibi apareceu com a nova plataforma que revolucionaria o mercado de streaming. E ela tinha — quase — tudo pra isso:

E mesmo assim… Em apenas seis meses de operação, a empresa anunciou que estava encerrando suas atividades.

E qual foi o motivo para dar ruim?

Nada de bola de cristal por aqui. Há algumas razões possíveis — e provavelmente foi o conjunto delas…

Primeiro, o mercado e o modelo de negócio: Com diversas plataformas de grandes empresas e produtoras, ganhar espaço é bem difícil; fazer as pessoas pagarem, mais ainda.

O app não permitia tirar prints ou compartilhar trechos de suas produções. Essa funcionalidade até evitaria plágio e conteúdo pirateado, mas, ao mesmo tempo, tirou o poder de viralização. Faca de dois gumes.

Outro ponto… A ideia da Quibi era fazer conteúdo curto e adaptado para o formato vertical do celular, exatamente para ser assistido nos intervalos da correria da rotina — no transporte pro trabalho, por exemplo.

  • Com pandemia e as pessoas ficando em casa, elas passaram a ter mais tempo para assistir a séries e filmes.

Além disso, a empresa não conseguiu enxergar quem eram seus maiores concorrentes — não eram os serviços de streaming.

Pare pra pensar: Você não dá play numa série quando está esperando o Uber. Você, provavelmente, abre o seu TikTok ou Instagram, até o tempo passar.

  • Sem entender quem roubava a atenção dos seus potenciais clientes, a empresa não conseguiu desenhar estratégias efetivas para mudá-los de app.

Alguns meses depois de suspender as atividades, a Quibi vendeu suas produções para o serviço de streaming Roku. E, assim, a empresa saiu 100% do mercado.

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