O mercado de startups está abalado — mas não tanto quanto você imagina

(GIF: Protocol | Reprodução)

Bem provável que você já saiba que o mercado de startups está em um momento conturbado. Mas quanto?

No segundo trimestre deste ano, os fundos de Venture Capital desembolsaram US$ 120 bilhões26% abaixo do tri anterior e 27% abaixo do mesmo período do ano passado.

  • Explicando… Fundos de Venture Capital são fundos que investem em startups — em geral, quem financia esses negócios de alto risco, em troca de equity.

Cair mais de 25% é uma baita desaceleração, mas o valor ainda é 20% maior do que em qualquer trimestre de 2020 ou 2019.

Ao olharmos os investimentos por estágio das startups, usando a comparação com o mesmo trimestre do ano passado, os números ficam assim:

  • Empresas em estágio avançado: queda de 30% nos investimentos captados;
  • Empresas em estágio inicial: queda de 17%;
  • Empresas em estágio de sementes: aumento de 9%;

Apesar do momento difícil, os VCs dos EUA sozinhos arrecadaram — retorno dado pelas startups investidas — quase US$ 122 bilhões até agora neste ano. Pra se ter uma ideia, em 2021 todo, esse valor ficou próximo a US$ 139 bilhões.

  • Até a Sequoia, um dos primeiros VCs a alertar sobre os tempos difíceis, está levantando dois novos fundos, totalizando até US$ 2,25 bilhões.

Isso não significa que o mercado não está na baixa. A exemplo da Klarna, grandes startups estão reduzindo seu valor de mercado ao fazerem novas rodadas de investimento — pelo visto, outras devem seguir na mesma linha nos próximos meses.

Olhando para o futuro… A tendência dos investimentos de risco é continuar reduzindo nos próximos meses e trimestres.

Por outro lado, ainda tem muito dinheiro circulando, e, agora, os investidores parecem estar focando antes em lucratividade e depois em crescimento.

COMPARTILHE

um MBA em forma de e-mail

sua dose de conteúdo sobre os assuntos mais relevantes do mundo dos negócios. análises números e insights.

INDICADOS PARA VOCÊ

BIZNESS

“Crédito ou Débito?”

(Imagem: Giphy | Reprodução) Crédito. Essa parece ser a resposta preferida dos americanos. O inimigo das finanças pessoais está de