Os serviços da Apple dão mais lucro que o iPhone? 💸

Great news. Na semana passada, a Apple divulgou seus resultados do segundo trimestre do ano, que surpreenderam as expectativas.

Na contramão de outras big techs que registraram resultados fracos, a companhia teve um faturamento recorde de US$ 83 bilhõesum aumento de 2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O destaque foi o negócio de Serviços da Maçã… 🤑

Tendo crescido 12% quando comparado ao 2T21, esse segmento inclui, por exemplo, taxas da App Store, AppleCare, Apple Pay e assinaturas mensais, como seu serviço de nuvem iCloud e seus serviços de streaming Apple Music e Apple TV+.

Considerando as assinaturas pagas, a companhia conta com mais de 800 milhões de assinantes, que contribuem para a grande relevância do segmento de Serviços da Apple. Veja no gráfico como a receita da empresa se distribui:

iPhone segue liderando 📲

Nenhuma novidade por aqui. Ainda que não tenha sido o segmento que mais cresceu, o carro-chefe da Apple segue sendo o iPhone, responsável por cerca de metade das vendas da big tech.

Note que cerca de três quartos da receita da empresa da maçã vem de produtos, enquanto o restante vem de serviços. Guarde essa informação.

Agora, um dado que vai te surpreender… 🤔

Quando olhamos para o lucro, a história muda um pouco. No 2T22, a Apple registrou um lucro de quase US$ 20 bilhões.

Olhando apenas para a margem bruta, ou seja, o valor total de vendas menos os custos variáveis, necessários para produzir os produtos ou serviços vendidos, o resultado trimestral foi de cerca de US$ 35 bilhões.

Veja como esse valor foi distribuído entre produtos e serviços:

Impressionante, né? 🤯

Os serviços, apesar de gerarem um faturamento 3x menor que os produtos, geram uma margem bruta apenas 35% menor que a dos produtos.

  • É só parar pra pensar… Cada iPhone, Mac ou iPad vendido custou um valor alto para ser produzido, ainda mais na situação atual de crise da cadeia de suprimentos, que elevou o preço das matérias-primas.

Já os serviços, por sua vez, não tem esse “problema”. Se a Apple vende uma assinatura digital para mil ou um milhão de pessoas, o custo não cresce na mesma proporção que no caso dos produtos físicos.

Ou seja, ainda mais neste momento difícil, os serviços têm se demonstrado um forte pilar da companhia.

E essa tendência vem forte… 🚀

Ao longo dos últimos anos, o faturamento da Apple com seus serviços vem crescendo rapidamente. Veja:

Além do maior potencial de escala — a capacidade de aumentar muito o faturamento sem subir tanto os custos —, ter uma parte significativa de sua receita vinda de serviços traz outras vantagens.

Alguns exemplos são a maior facilidade de entregar para os clientes, uma vez que não envolve nada físico, e a possibilidade de garantir uma receita recorrente, via assinatura, o que traz maior previsibilidade da receita.

Caso você ainda tenha dúvidas sobre a eficiência dessa estratégia, é só pensar: Se a atual maior empresa do mundo está olhando pra isso, é porque, muito provavelmente, tem coisa aí. risos.

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